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terça-feira, maio 21, 2024

Artesãos usam o amor para competir com fábricas em PG

A ‘Casa do Artesão’ é o ponto de referência na cidade para adquirir produtos artesanais

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Nos últimos anos, a chegada de cada vez mais tecnologias, como smartphones e impressoras 3D, tem afetado o dia a dia de quem trabalha com artesanato. Além da diminuição na procura de produtos do gênero, a cópia também vem sendo um problema grave a quem ainda se arrisca a investir tempo na profissão. Na cidade de Ponta Grossa, a Casa do Artesão, na Praça Barão do Rio Branco, região central da cidade, é o ponto de referência para quem procura itens artesanais.

No local, é possível encontrar os amantes da arte, que ainda produzem itens totalmente artesanais e vendem para a população geral, tudo no formato de associação. A artesã Vanderli Santos, que desde criança trabalha com produtos artesanais, conta que ama o que faz, mas relata que falta reconhecimento. “É preciso reconhecer o esforço: As fábricas fazem cinco carrinhos por minuto, eu faço um ou dois por dia, mas o meu tem amor!”, conta a artesã, sobre a chegada dos produtos industrializados na cidade.

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Vanderli mostrando os itens produzidos por ela e por suas colegas – Imagem: Heryvelton Martins

A produção na Casa do Artesão

Vanderli ainda conta que trabalha com palha de milho nos produtos que vende na Casa do Artesão, desde pessoas a casinhas inteiras, ela produz tudo com o material. Em uma salinha, nos fundos do local, ela e algumas colegas sentam e produzem itens de palha, desta vez era a famosa Gralha-Azul, ave que é símbolo do Paraná e está em situação preocupante quanto ao risco de extinção, que estavam sendo produzidas. “Nós ficamos sentadas aqui fazendo as coisas e inventando moda”, conta ela.

Produção de Gralhas Azuis, que estavam sendo feitas no momentos da entrevista – Imagem: Heryvelton Martins

A artesã revela o estoque da loja e mostra tudo, sempre com muito carinho, para a equipe do Jornal Colabore, que visitou o local na última semana. Vanderli, visualmente, tem muito carinho pelo que faz desde criança. “Desde a escola eu já fazia bonequinhas e minha mãe sempre gostou. Eu não gostava que me ensinassem a fazer as coisas, gostava de fazer por conta própria, aí inventava um monte de coisa”, revela.

Corujas feitas com Pinhas secas – Imagem: Heryvelton Martins

A esperança de dias melhores

Vanderli Santos pede mais reconhecimento a profissão, que vem perdendo cada vez mais espaço com a chegada de itens industrializados, com produção mais rápida e barata. “Eu ainda tenho esperança que as pessoas entendam o que os itens artesanais significam”, desabafa a artesã. A Casa do Artesão fica na Praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade, e conta com diversos produtos artesanais à venda em uma loja, aberta ao público em geral.

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