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segunda-feira, junho 24, 2024

Padroeira da liberdade deixa legado não só na música

Cantora e compositora morre aos 75 anos, deixando um legado de mais de 50 anos de carreira e de luta pela igualdade e pela expressão artística

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A música brasileira perdeu uma de suas maiores estrelas na noite de segunda-feira (8). Rita Lee, a rainha do rock nacional, morreu aos 75 anos, em sua casa em São Paulo, após uma longa batalha contra o câncer de pulmão. A notícia foi confirmada pela família da artista, que pediu respeito e privacidade neste momento de dor.

Rita Lee deixou o mundo dos vivos, mas mantem legado que deve perdurar por anos | Imagem: Agência Brasil / Edição por JC

Rita Lee foi uma das pioneiras do rock no Brasil, integrando a lendária banda Os Mutantes, que marcou época na década de 1960 com sua mistura de psicodelia, tropicalismo e irreverência. Ao lado de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, Rita participou de shows históricos com Gilberto Gil e Caetano Veloso, e gravou discos que influenciaram gerações de músicos.

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Em carreira solo, Rita Lee se reinventou diversas vezes, transitando por diferentes estilos e gêneros musicais, sempre com sua personalidade marcante e sua voz inconfundível. Ela lançou mais de 30 álbuns, que venderam mais de 55 milhões de cópias, e emplacou sucessos como “Ovelha Negra”, “Lança Perfume”, “Erva Venenosa”, “Desculpe o Auê” e “Amor e Sexo”. Suas canções expressavam sua liberdade, sua criatividade e sua defesa dos direitos das mulheres e dos animais.

Rita Lee também foi escritora, atriz e ativista. Ela publicou quatro livros, entre eles sua autobiografia, que se tornou um best-seller. Ela atuou em filmes, novelas e programas de TV, mostrando seu talento e seu humor. Ela era vegana e apoiava diversas causas ambientais e sociais.

Rita Lee deixou um legado imenso para a cultura brasileira, sendo considerada uma das maiores artistas de todos os tempos. Ela também deixou um marido, o músico Roberto de Carvalho, com quem foi casada por 47 anos e compôs a maioria de suas canções; três filhos, Beto, Antônio e João; e milhões de fãs que a admiravam e a amavam.

O velório de Rita Lee será aberto ao público no Planetário do Parque Ibirapuera, na quarta-feira (10), das 10h às 17h. O presidente Lula decretou luto oficial de três dias pela morte da cantora. Neste especial jornalístico, vamos contar a história de Rita Lee, desde sua infância em São Paulo até sua consagração como a padroeira da liberdade.

A luta por dias melhores

Ela sempre defendeu a igualdade de direitos e a liberdade de expressão. Em uma época em que a censura era uma prática comum, Rita Lee lutou para que sua arte fosse respeitada e valorizada.

Rita Lee começou sua trajetória musical nos anos 1960, como integrante da banda Os Mutantes, ao lado dos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Com seu estilo irreverente e psicodélico, o grupo se tornou um dos expoentes do movimento tropicalista, ao lado de nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Nos anos 1970, Rita Lee seguiu carreira solo e se consolidou como uma das maiores cantoras do país. Com sua voz marcante e suas letras provocativas, ela abordou temas como amor, sexo, feminismo, ecologia e crítica social. Algumas de suas canções mais famosas são Ovelha Negra, Lança Perfume, Mania de Você, Banho de Espuma e Erva Venenosa.

Em 1976, Rita Lee se casou com o guitarrista Roberto de Carvalho, com quem formou uma parceria musical duradoura e produtiva. Juntos, eles lançaram mais de 20 álbuns e tiveram três filhos: Beto Lee, João Lee e Antônio Lee.

Rita Lee também se aventurou em outras áreas artísticas, como literatura, cinema e televisão. Ela escreveu livros infantis, contos e sua autobiografia, que foi um sucesso de vendas em 2016. Ela também atuou em filmes como Pra Frente Brasil e Rita Cadillac: A Lady do Povo. Na TV, ela participou de programas como TV Pirata e Sai de Baixo.

Em 2012, Rita Lee anunciou sua aposentadoria dos palcos, após um show polêmico em Sergipe, em que ela xingou policiais militares que reprimiam o público. Desde então, ela se dedicou à vida familiar em sua fazenda em São Paulo, onde cuidava de animais resgatados.

Em 2021, Rita Lee revelou que estava com câncer de pulmão e iniciou um tratamento com quimioterapia e imunoterapia. Ela recebeu o apoio de fãs e amigos nas redes sociais e manteve seu bom humor até o fim.

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