A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a terceirização da merenda escolar em Ponta Grossa foi oficialmente derrubada nesta segunda-feira (30). Sem o número mínimo de assinaturas para tramitar, o requerimento foi arquivado e sequer passará por discussão no plenário da Câmara Municipal.
A queda da proposta ocorreu após a retirada definitiva de três assinaturas. Os vereadores Fábio Silva (Republicanos), Jairton “da Farmácia” (PDT) e Erick Camargo (PV) formalizaram o recuo. Com as baixas, o documento, que inicialmente contava com nove apoiadores, passou a ter apenas seis nomes. O regimento interno do legislativo exige um quórum de pelo menos sete parlamentares para a instauração de uma comissão investigativa.
Veja o que dizem os vereadores
Fábio Silva
RepublicanosEu sou a favor sim da CPI, mas em ano eleitoral acho que é autopromoção. A gente tem que fiscalizar in loco, não através de fotos.
Sugeriu que a averiguação dos contratos fique para o próximo ano.
Jairton “da Farmácia”
PDTNão tenho nada a declarar, nunca dei entrevista e não vou dar agora. Retirei sim minha assinatura, mas não tenho nada a declarar.
Erick Camargo
PVEu não vou admitir que um tema tão importante quanto a merenda escolar seja utilizado como bandeira de campanha.
Enfatizou que o foco agora deve ser uma “fiscalização séria”.
A decisão ocorreu após movimentações políticas nos bastidores na última sexta-feira (27). Durante o fim de semana, os parlamentares reavaliaram o apoio à medida. Fábio Silva, um dos desistentes, justificou a mudança de postura ao argumentar que realizou vistorias em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e não encontrou reclamações graves. O vereador também questionou a motivação do pedido, classificando a iniciativa como uma tentativa de promoção pessoal em ano eleitoral.
Com as retiradas, mantiveram o apoio apenas seis parlamentares:
- Geraldo Stocco (PV)
- Marisleidy (PMB)
- Joce Canto (PP)
- Teka (União)
- Guilherme Mazer (PT)
- Maurício Silva (PSD)
O esvaziamento do documento encerra a tentativa da oposição de investigar os contratos da prefeitura de forma imediata.