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terça-feira, julho 23, 2024
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Cães da Polícia no PR: a eficiência canina na aplicação da lei

Saiba como funciona a escolha de cães da Polícia Penal do Paraná; confira

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Com informações dePolícia Penal do Paraná

Você sabe como são escolhidos os cães que poderão fazer parte das operações da Polícia Penal? Geralmente, esta decisão é tomada logo após o nascimento dos filhotes. No entanto, é crucial destacar a importância do treinamento ético e adequado para que o animal se torne um cão policial.

O tratamento humanitário e respeitoso desses animais é fundamental para garantir que eles desempenhem suas funções de maneira eficiente, enquanto mantêm um padrão elevado de bem-estar animal. “Logo após o nascimento, através do contato com barulhos, os cães iniciam os treinamentos. Participam de práticas diárias partindo da obediência básica até chegar ao nível adequado para iniciar os trabalhos.

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São treinamentos constantes, realizados várias vezes ao dia, como simulações dos possíveis cenários. A preparação do cão requer bastante cuidado, evitando traumatizá-los”, explica a policial penal pertencente ao SOE de Piraquara, Barbara Nunes.

Os cães da Polícia Penal do Paraná (PPPR) são divididos basicamente em três subgrupos, sendo cães de faro, cães de proteção e cães de busca e captura de pessoas. Os cães de faro desempenham a função de busca por entorpecentes, armas de fogo e munições, além de celulares nas sacolas entregues pelos familiares das pessoas privadas de liberdade, veículos que adentram ao estabelecimento prisional, celas, canteiros de trabalho e pátio de visitas, garantindo que não entrem objetos ilícitos nas unidades penais.

Os cães de proteção são aqueles que realizam a segurança da equipe policial na contenção de motins, crises e rebeliões. Eles também são utilizados nas extrações de custodiados das celas para o pátio de sol quando realizadas as revistas internas nas unidades. Já os cães de busca e captura de pessoas são utilizados na procura por fugitivos, quando é apresentado ao cão o odor da pessoa que se evadiu e o animal auxilia fazendo o seu rastro até encontrar e capturar a pessoa foragida.

“A maioria dos cães da PPPR atualmente são da raça pastor belga malinois, embora o Departamento também conte com agentes caninos das raças pastor alemão e rottweiler. São animais equilibrados e que atuam sob comando dos seus condutores e auxiliam a Polícia Penal dentro e fora das unidades penais”, explica o policial penal pertencente à equipe K9 do SOE de Maringá, Rodrigo Nieri da Costa.

Adestramento

Depois das escolhas pelos animais que possuem o perfil para atuar nas atividades policiais, é necessário adestrá-lo para o melhor comportamento e desempenho durante estas ações. “A adaptação dos filhotes com os ambientes e ruídos com qual ele possivelmente terá contato durante a atuação no trabalho policial é realizada logo após a escolha dos cães que poderão integrar à equipe policial. Concomitantemente é realizada a socialização com outros animais da mesma e outras espécies, além de nós, seres humanos.

Esta parte do treinamento é realizada durante a janela social e se encerra aproximadamente aos 120 dias de vida do cão, podendo variar de acordo com a raça. A partir de então, inicia-se a modelagem do comportamento canino através de reforços positivos ou negativos, nos quais o condutor passa a recompensar o cão por comportamentos desejados, ignorando os indesejados, realizando o manejo de forma a direcionar o cão para o auxílio da atividade policial.

Cada condutor é responsável pelo adestramento de seu cão. Em média, o treinamento dura aproximadamente 14 meses para os cães direcionados para atuar como farejadores e 24 meses para os cães que atuam na função de proteção”, detalha Nieri. 

Certificação

Hassan e Casull são os dois primeiros cães da Polícia Penal do Paraná (PPPR), pertencentes ao Setor de Operações Especiais (SOE), da regional administrativa da PPPR em Maringá, a serem certificados. Ambos participaram, no fim do ano passado, de uma ação promovida pelo 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) e que foi conduzida pela Companhia de Operações com Cães, do Batalhão de Polícia de Choque, que visa certificar os cães através de um teste para detecção de drogas e armas de fogo.

Durante a avaliação, os cães foram analisados em quatro atividades, sendo: busca urbana, busca veicular, busca de bagagens e busca em edificação. O cão Hassan, que é conduzido pelo policial penal Marcos Aurélio Simplício, foi aprovado com a nota final 89,50, resultante da média de pontos somados nas quatro atividades.

O cão Casull, que é conduzido pelo policial penal Wesley Mattos, foi submetido às mesmas atividades e conseguiu aprovação com nota final de 83,75. Ambos receberam um diploma de certificação.

“Para estas atividades, os policiais penais Wesley e Marcos foram testados em simulações onde a Polícia Militar atua com cães na detecção de armas e drogas e, após a rigorosa avaliação da banca, foram habilitados para atuar em todas estas ações. Este evento condecorou a Polícia Penal com o reconhecimento do profissionalismo que tem atuado e a busca constante pela qualificação de nossos operadores K9 e reforça a integração das forças e o anseio do objetivo comum”, disse o diretor da regional administrativa da PPPR em Maringá, João Victor Toshiaki Ferreira Fujimoto.

“É de grande valia a avaliação periódica desses cães, demonstrando a capacidade técnica tanto do cão quanto do condutor. A certificação que os cães do SOE de Maringá receberam nos orgulha muito e mostra nosso compromisso com a busca pela excelência, através de muito trabalho e dedicação”, complementa Barbara Nunes.

A aposentadoria do cão policial

O uso de cães nas operações policiais é uma prática valiosa que proporciona inúmeros benefícios, pois eles desempenham um papel vital na aplicação da lei, complementando as habilidades humanas e fortalecendo a segurança pública. Mas chega um momento que é necessário encerrar estas atividades desempenhadas por eles em âmbito do trabalho policial, sendo de extrema importância respeitar a saúde do animal, bem como sua condição física.

Leia também: Cães se preparam para aposentadoria após carreira na PRF

“O cão se aposenta geralmente entre os 8 e 9 anos de idade, dependendo do seu rendimento e condição física ou de saúde. Se antes dessa idade for observada qualquer alteração que o impeça de continuar trabalhando, opta-se pela sua aposentadoria. A prioridade é ter cães sadios na equipe, sobretudo proporcionando bem estar aos mesmos. Os condutores dos cães aposentados possuem a prioridade para adotá-los, o que geralmente ocorre devido ao laço de amor criado entre eles”, finaliza Barbara.

O que se sabe?

  • Cães da Polícia Penal do Paraná são selecionados desde filhotes com o perfil adequado para atividades policiais.
  • Treinamento ético e adequado é fundamental para tornar os cães eficientes e garantir o bem-estar animal.
  • Cães são divididos em três subgrupos: cães de faro, cães de proteção e cães de busca e captura de pessoas.
  • Raças mais comuns são pastor belga malinois, pastor alemão e rottweiler.
  • Adestramento inclui socialização, modelagem do comportamento e treinamentos específicos.
  • Recentemente, cães Hassan e Casull foram certificados após teste de detecção de drogas e armas de fogo.
  • Cães se aposentam entre 8 e 9 anos de idade, priorizando bem-estar e saúde.
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